Antes de mais, o operário deve negar decididamente qualquer solidariedade com o jornal burguês. Deveria recorda-se sempre, sempre, sempre, que o jornal burguês (qualquer que seja sua cor) é um instrumento de luta movido por idéias e interesses que estão em contraste com os seus. Tudo o que se publica é constantemente influenciado por uma idéia: servir a classe dominante, o que se traduz sem dúvida num fato: combater a classe trabalhadora. E, de fato, da primeira à última linha, o jornal burguês sente e revela esta preocupação.
Antonio Gramsci
in Os Jornais e os Operários
No dia 24 de Março estaremos em frente ao centro de saúde de Felgueiras a recolher assinaturas para salvar o SNS. Aparece!A apreciação que o Secretariado do Núcleo de Felgueiras do Bloco de Esquerda faz da acção do primeiro ano de mandato do executivo baseia-se na percepção que resulta do seu próprio trabalho junto da população e da sua presença – sistemática – nas Assembleias Municipais.
Assim a acção do executivo peca, no nosso entendimento, pela falta de uma informação clara e esclarecedora, mesmo pedagógica, junto das populações. A atitude ensimesmada, mesmo autista, que revela não prenuncia nada de bom e gera mesmo desconfianças quanto às reais intenções.
A não assumpção da continuidade entre os anteriores executivos (também liderados pela actual presidente) e o actual não é saudável e é, até, suspeita, na medida em que o último presidente da câmara (o pior gestor de que há memória, segundo a presidente) é agora uma espécie de mordomo-mor da festas em que o executivo é pródigo. Os recursos que dizem faltar num lado são esbanjados no outro.
Não se conhece uma ideia nova/projecto por parte da Câmara quanto à mobilidade física dentro do concelho (transportes colectivos, por exemplo). Não se lhe conhecem ideias/projectos para a juventude, cultura, desporto, 3ª idade, habitação social, saúde, assistência, direitos das mulheres ou minorias, gestão sustentada de recursos (água por exemplo). Parece até, que o pouco que havia (Felgueiríadas) desapareceu sem justificação plausível.
A falta de informação sobre novos projectos municipais e a recusa sistemática do esclarecimento de dúvidas (mesmo na Assembleia Municipal) permite pressupor a ausência dos primeiros e a falta de cultura e humildade democrática no segundo caso.
Foi assim, por exemplo, com as taxas municipais de direitos de passagem – ausência de discussão na implementação das taxas municipais do direito de passagem [TMDP].
Também as Grandes Opções do Plano nos pareceram mais um conjunto de intenções do que de investimentos reais.
A falta de condições (espaços físicos e mobiliário) para análise (por parte dos grupos parlamentares) de documentos que incumbem à Assembleia Municipal enquanto órgão fiscalizador da Câmara Municipal é uma das lacunas mais graves do funcionamento da Assembleia Municipal.
A composição orgânica da Assembleia compromete, de algum modo, o seu funcionamento democrático pois o facto dos presidentes de junta dependerem financeiramente da Câmara Municipal compromete toda a sua acção pois receiam prejudicar as respectivas freguesias no caso de afrontarem o executivo municipal.
Há uma total insensibilidade para questões que gostaríamos de ver debatidas: o concelho e a sustentabilidade; os processos das agendas 21; os orçamentos participativos que poderiam ser implantados num primeiro momento ao nível das assembleia de freguesia, por exemplo.
Por último, que não em último, a falta de apoios ao associativismo e a iniciativas da sociedade civil demonstra um exercício do poder concentrado e discricionário, por vezes mesmo, opaco e prepotente, precisamente o oposto daquilo que entendemos dever ser um poder participado e partilhado.
O Secretariado do BE de Felgueiras

Depois de terem exigido ao governo que entregasse aos patrões um vasto conjunto de empresas públicas, entre as quais se incluía a TAP, a ANA e a EDP, os patrões organizados no Compromisso Portugal e capitaneados pelo director de campanha de Cavaco Silva, exigem agora o despedimento de 200 mil funcionários públicos. Leia o comunicado do Bloco de Esquerda O Compromisso Portugal, movimento de reflexão que hoje realiza a 2ª Convenção, propõe que o número de funcionários públicos seja reduzido em 200 mil, mais de um quarto dos actuais 737.774 funcionários. Os proponentes, que não fizeram nenhum estudo sobre o impacto social e os custos acrescidos para a Segurança Social, garantem que se pouparia até 5 mil milhões de euros por ano.
Os representantes de 300 multinacionais estão reunidos em Lisboa para discutir as estratégias de deslocalização das sedes das grandes empresas. Militantes ambientalistas do GAIA prometem contestar a acção global destas grandes empresas. A CoreNet Global é a principal associação profissional de imobiliário empresarial, ou seja, é responsável pela localização e construção das sedes, escritórios e outros espaços das grandes empresas mundiais. Entre 17 e 19 de Setembro reunem-se em Lisboa, no Hotel Meredien, numa conferência que tem por objectivo analisar e promover as perspectivas imobiliárias de expansão europeia sobre o resto do mundo.Todas as sextas-feiras de há dois anos para cá, pessoas de diversas vilas na Palestina tem feito protestos semanais não violentos contra o Muro de Israel, que está a ser construído nas suas terras. A resposta do exército de Israel foi sempre desproporcional, mas há algumas semanas, tem tomado um rumo assustador: A cada semana que passa, os manifestantes reunem-se do um lado da construção do muro, cantando slogans e segurando bandeiras palestinianas, tentando adivinhar qual será a nova arma experimental não letal ou que nova tática brutal será utilizada neles essa semana.
Desde uma estranha tinta azul que foi atirada aos manifestantes nas últimas três semanas, até um tipo de bala de borracha que produz um choque elétrico, parece que Israel considera esses manifestantes palestinos não violentos, cobaias...e ninguém na “comunidade internacional” tem feito alguma coisa para Pará-los. O governo norte-americano, ao invés de pressionar o governo israelita para parar de testar essas armas em manifestantes, respondeu com uma diretriz a cidadãos norte-americanos para que fiquem fora das áreas palestinianas – tendo consciência do que está a acontecer, o governo simplesmente escolheu não fazer nada.
Israel, por sua vez, tem impedido qualquer pessoa de entrar na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, e tem, nos últimos três meses implementado uma política de negar a entrada de quase todos os estrangeiros na Palestina – um território composto por duas áreas separadas, cujas fronteiras são controladas por Israel. Veja: 1 | 2 | 3 | 4 | 5.
in Indymedia.org
INTIFADA DIGITAL. Imprensa
. 24 Março: vamos salvar o ...
. DOMINGO: MOBILIZAÇÃO NACI...
. BeFelgueiras - Apreciação...
. ACTIVISTAS CONTRA MULTINA...
. Protestos não violentos n...
. Marcha pelo Emprego: dia ...